É comum que algumas mulheres sofram com depressão durante a gravidez e mesmo depois do parto. Dados mundiais apontam que uma em cada oito mães sofre de depressão, seja durante a gravidez ou depois. Em países de baixa e média renda, a taxa pode aumentar para uma em cada três mulheres.

Alguns de nós talvez tenham ouvido muitas histórias de depressão relacionada à gravidez de amigos e parentes. Algumas dessas histórias têm finais trágicos, como suicídios e homicídios. A situação se torna ainda mais preocupante porque há um criança que acabou de chegar ao mundo envolvida.

Como está a cabeça da mamãe?

Nem todas as mulheres percebem que estão experimentando sintomas de depressão. Elas se sentem tristes, mas ignoram o porquê e o que fazer. A maioria tenta ignorar o problema e fingir que está tudo bem. Apenas algumas poucas  tentam procurar ajuda.

Os sinais comuns de depressão são tristeza e pessimismo em relação ao futuro, bem como baixa estima e vitalidade. Pior, muitas mulheres chegam a pensar que se sentir-se deprimida pode ser visto como um ciclo normal de ser mãe e que reclamar sobre isso significaria que elas não estavam sendo uma boa mãe.

A felicidade e bem-estar do bebê

E como fica o pequeno nesse processo? A emoção negativa não afeta apenas as mães, mas também os bebês. Mulheres grávidas com depressão são menos propensas a cuidar de suas próprias necessidades. Elas não têm apetite e, portanto, têm um risco de má nutrição. Por sua vez, isso pode levar a um aumento do risco de bebês com baixo peso ao nascer.

O baixo peso ao nascer pode causar grandes problemas de saúde, incluindo um atraso no desenvolvimento psicológico, retardo de crescimento, doenças crônicas e até mortalidade infantil. Além do baixo peso ao nascer, os bebês podem sofrer de pequeno tamanho da cabeça e distúrbios alimentares e do sono.

Outro fator preocupante é que filhos de mães deprimidas podem sofrer um atraso no desenvolvimento cognitivo, como atrasos na linguagem e até mesmo apresentar QI mais baixo. Todos esses riscos podem ter efeitos prolongados até a adolescência.

O que pode ser feita pelas mamães

É importante prestar atenção à vida emocional das mães. Muitas mães acreditam que as necessidades de seus bebês são mais importantes que as delas. Essa crença leva muitas mulheres a abandonar sua saúde emocional por causa de seus filhos. Antes de encontrar apoio de outras pessoas, é importante que as mães admitam estar enfrentando problemas

Cuidados e apoio para garantir a felicidade das mães durante os períodos de gravidez e amamentação são extremamente importantes. É preciso manter em mente que o primeiro apoio deve vir da família.

Os maridos têm um papel fundamental a desempenhar na ajuda às mamães. Eles devem desenvolver atitudes de aceitação e não-julgamento para ajudar suas parceiras. À medida que as mães sentem que estão sendo compreendidas, elas podem começar a superar seus problemas diariamente em casa antes de procurar ajuda profissional especializada.

Estar atento a essa questão é, sem dúvida, uma maneira eficaz de garantir que o desenvolvimento do bebê seja saudável, mesmo antes do nascimento, e que a mamãe terá uma experiência mais confortável e mentalmente saudável.